Núcleo de Estudos em Ontologia, Produção, Operações Nômades,
Estéticas de Resistência e Artes
Justificativa
A criação do NEOPONERA — Núcleo de Estudos em Ontologia, Produção, Operações Nômades, Estéticas de Resistência e Artes justifica-se pela necessidade de consolidar, no âmbito universitário, um espaço interdisciplinar de formação, interlocução e produção crítica dedicado à reflexão sobre os modos contemporâneos de existência, criação e resistência. Em um contexto marcado pela intensificação de formas de captura da vida, pela precarização das experiências coletivas e pela reconfiguração permanente dos conflitos sociais, torna-se fundamental promover instâncias de estudo capazes de articular filosofia, ciências humanas, linguagem, política e artes em torno de problemas comuns.
O núcleo parte do entendimento de que a produção do real não se limita às esferas institucionais ou econômicas, mas envolve processos ontológicos, estéticos, discursivos e políticos que atravessam corpos, territórios, sensibilidades e formas de organização coletiva. Nesse sentido, a proposta do NEOPONERA busca responder à demanda por espaços de investigação que acolham perspectivas críticas voltadas à análise das relações entre produção de subjetividade, operações de resistência, nomadismos, dissenso, criação artística e emergência de mundos possíveis.
A relevância do núcleo também reside em seu potencial de fortalecer o intercâmbio entre estudantes, pesquisadoras(es), docentes e demais interessadas(os), favorecendo a circulação de referências teóricas contemporâneas e a construção de práticas coletivas de leitura, debate e elaboração conceitual. Ao reunir discussões em torno de temas como ontologia, produção, estéticas de resistência e artes, o grupo contribui para ampliar o repertório crítico da comunidade acadêmica e para estimular abordagens interdisciplinares comprometidas com a compreensão e a transformação da realidade social.
Além disso, o NEOPONERA se propõe a atuar como um espaço de formação intelectual e política sensível à pluralidade de saberes, experiências e linguagens, reconhecendo nas artes, nas práticas estéticas e nas formas dissidentes de organização da vida não apenas objetos de análise, mas também campos de invenção teórica e política. Desse modo, sua criação se apresenta como uma iniciativa pertinente para o fortalecimento da pesquisa, da extensão e da produção de conhecimento no interior da universidade, contribuindo para a constituição de um ambiente acadêmico mais crítico, plural e atento às urgências do presente.